terça-feira, 26 de junho de 2007

Migração para o Simples Nacional dos atuais optantes pelo Simples Federal

Atenção: os atuais optantes pelo Simples Federal já podem consultar, no Portal do Simples Nacional - Outros Serviços, se possuem débitos que poderão impedir sua migração automática para o Simples Nacional. Com relação aos débitos previdenciários, os dados estão sendo reprocessados, podendo ocorrer alteração quanto à informação sobre sua ocorrência.

Fonte: www.receita.fazenda.gov.br

quinta-feira, 21 de junho de 2007

TER CONSCIÊNCIA

O que é ter consciência?, segundo o Dicionário Enciclopédico Larousse é: “Ter noção da própria existência e do mundo exterior”; do ponto de vista filosófico é: “A faculdade mental que permite a percepção daquilo que se passa dentro do ser humano ou em seu exterior”. A pergunta que não quer calar é: Ter consciência faz as pessoas mais felizes ou não?, me parece que aqueles chamados de “especiais” gozam de uma felicidade constante, alheios ás problemáticas da vida, das convivências, dos trabalhos; apenas vivem, se divertem e amam.

Não ser responsável por seus atos por ser taxados de “loucos e especiais”, ao meu ver, traz um certo conforto e uma grande liberdade para agir como melhor lhe convier.

Ter consciência é tarefa difícil. (Platão, filósofo do século IV a. c.) em sua alegoria do “Mito da Caverna” descrito no Livro A República, narra que algumas pessoas viviam desde a infância dentro de uma caverna, acorrentadas nos pés e no pescoço, voltadas para uma parede. A caverna era iluminada apenas por um feixe de luz que vinha detrás delas e projetavam na parede algumas figuras, vasos, animais, que passavam num muro existente entre elas e a saída da caverna. Elas acreditavam que aquelas figuras na parede eram tudo que existia, nada mais havia além da caverna. Porém num dado momento uma dessas pessoas conseguiu se soltar das correntes e aos poucos foi se virando e começou a sair da caverna, no primeiro instante, sofreu com a luminosidade e pensando que era um castigo quis voltar, mas aos poucos seus olhos foram se acostumando com a claridade e ela pôde ver a vida do lado de fora da caverna. Começou assim, a perceber que o que viam lá dentro eram apenas as sombras da realidade e a cada dia aprendia novas coisas e a ver a vida como ela realmente é, foi quando pensou se deveria voltar e contar aos que lá ficaram o que tinha descoberto, que até então eles viviam numa ilusão, vendo apenas sombras. Decidiu voltar, e ao contar que o que tinha visto era a verdadeira realidade, o chamaram de louco.
Muitas discussões e debates se deram desde a época em que esta alegoria foi escrita, por mostrar de maneira tão simples o que é viver com ou sem consciência, e que conseguir enxergar o mundo e as pessoas como elas realmente são, não é possível para a grande maioria das pessoas. Continuam a viver iludidas, enxergando apenas as “sombras” das coisas reais. E quando tentam sair da obscuridade, encontram várias barreiras que as trazem de volta para o “conforto” da ilusão.
Com isto não quero afirmar que os loucos são felizes e os são não o são, isto irá depender do grau de desilusão já vivido. Mas que, não se preocupar com a taxa de juros que está subindo, com o PIB que não cresce, com o salário que não dá para sobreviver, com a saúde precária, com o desemprego, com pessoas falsas e hipócritas, com a falta de amor na humanidade, com a falta de respeito, com a desvalorização da vida, com relacionamentos que machucam, com a falta de perspectiva de um futuro melhor e de uma sociedade igualitária, nos alivia de um grande fardo.
Não é fácil quebrar as correntes que tentam nos manter no mundo das ilusões, do mesmo modo que não é fácil passar a ver e conviver com a verdadeira verdade. Mas existe a possibilidade da escolha, continuar a viver “comodamente” na caverna ou sair para a “luz”. Qual será a nossa escolha?
Veridiana Duarte Alves é Contabilista, Administradora e Estudante de Filosofia